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Merlo

Merlo

Sex | 03.06.22

Ser criança (atualização)

Marco

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Todos já fomos crianças, apenas crescemos e nos esqueçemos o quanto fomos felizes naquela altura, mesmo com nada se arranjava um briquedo ou uma forma de brincar. 

Nunca lancei um desafio, nem sei se vai ser respondido, mas desafio-vos a criar um post no vosso blog de uma das vossas melhores memórias de infancia, pode ser curtinha. 

Coloquem o meu link no vosso post para saber que o fizerem e não ne escapar, e a tag "ogaratomarco" e vou colocando todos os vossos links aqui no final. 

Na verdade, escrever sobre isto é difícil, porque as minhas memórias estão a desaparecer, mas aqui vai respirar fundo para a lágrima não cair. 

Como era de costume grande parte do dia era passado fora de casa, o importante era estar em casa á hora de comer e quando o relógio da igreja toca a primeira vez era ir a correr para casa, porque sabia que tinha 10 minutos, sim cresci numa aldeia do interior. Os tempos livres eram passados fora de casa, ou em cima da bicicleta, ou jogar a bola, ou construir cabanas no meio do nada, entre outras coisas, coisas de garoto. 

Muitas das saídas de bicicleta eram para explorar sítios nunca antes visitados (pelo menos por nós), eram sempre uma aventura, lembro-me de pedalar em caminhos em que a água dava a meio da roda (a bicicleta era uma BMX com roda 20), em que não se podia parar porque senão íamos molhar-nos a valer, e chegar a casa molhado era sinónimo de apanhar, mas o que nos riamos depois, quando alguém se molhava, ou fazia porcaria, era rir até não poder mais. 

Ou naquelas lombas pedalar a toda a velocidade, mas naquele ponto dar um salto e parecemos que tínhamos saltado uns 2 metros, mas acho que tínhamos descolado uns 20 centímetros, e pensarmos que eramos os maiores, claro que havia competição e discussões, porque eu saltei mais alto que tu. Mas pior mesmo era quando dava queda, claro que dava risota, e nós podia-nos doer tudo, até podíamos estar a sangrar, mas saímos a rir da mesma. Pior era chegar a casa todo esmurrado, (era joelhos, mãos, braços, costas) e esconder isto tudo, para não apanhar e não ficar de castigo, porque amanhã era outro dia de aventura. 

Houve outra vez que, num caminho havia um muro mais alto que nós hoje, deve ser da minha altura, mas naquela altura era muito alto, e íamos numa boa, e começou a cair umas cobras enormes do muro, deveria ser a época de acasalamento, não me recordo, mas eram mesmo enormes. Daquele tamanho só voltei a ver no jardim zoológico e na televisão. Hoje quando recordo esse momento penso, será que há cobras tão grande em Portugal ou estávamos a delirar? Porque era mesmo grande e grossa deveria ter 1 metro e meio e da grossura do meu braço, lembro-me de ver outras, mas pequeninas de uns 20 ou 30 cm e mais pequeninas. Agora imaginem uns garotos irem de bicicleta no meio do nada, verem cobras enormes, foi um susto daquele, nós a fugi-mos a toda a velocidade e força que tínhamos, umas bicicletas ficaram para trás, e só paramos um bocado á frente. Mas o que nos rimos das nossas figuras, foi rir até cair para o chão. Mas caro que valentes que eram aramados com uns paus e umas pedras voltamos lá (sei lá depois de uma 1 hora) para ir resgatar as bicicletas que tinham ficado para trás.  E sorte a nossa que elas foram embora, se calhar assustadas também.

Foram estes e outros momentos, que recordo e me faz quer ser novamente criança, e o que era bom ser criança. 

Criança não tem mágoa.
Criança não tem vingança.
Vamos voltar a ser criança.
Perdoar com facilidade.
Coração sem maldade.
Sorrir à vontade.
Ser feliz de verdade.
Sem pensar na idade.
 
Crysgrer
 
Desafio:

 

 

 

 

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