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Merlo

Merlo

Qua | 24.01.24

Relatos de um Marco qualquer - Mascara

Marco

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Tem coisas que NÃO se escolhe

pela beleza da casca

Um exemplo é o maracujá

outro exemplo são as pessoas ... 

do Livro Poesias que escrevi enquanto aprendia a viver

Votei a usar a máscara, como ainda tinha desde a altura que era obrigatória, foi só ir ao armário buscar uma. Já era algo que andava a ponderar, usar nos transportes públicos.

Antes de sair de casa, foi buscar uma e levei a comigo, quando cheguei a entrada do metro coloquei, porque a partir dali o distanciamento fica mais difícil. Já era algo que andava a apoderar a algum tempo, com o número de mortes a subir e o estado das urgências. Parece que recuamos e vai voltar tudo aos tempos da pandemia, mas não acredito, temos umas eleições a porta e ninguém quer perder. E assim fui, entro pela estação, havia ainda poucas pessoas, pessoas de máscara ainda eram menos, sinto-me intimidado, e com vontade de a tirar, para me sentir mais normal e integrado com o resto das pessoas. Mas mantive, no segundo transbordo de metro, a plataforma estava mais cheia e pessoas de máscara continuavam a ser poucas, continuei com ela, entrei no metro. Uma coisa que reparei é as pessoas tem uma tendência afastar-se de pessoas com mascara. Algo que levou a pensar, “é mais seguro estar com alguém sem máscara ou com mascara?” Não sei que os outros pensam, não sou os outros apenas sou eu, e o que eu acho que é mais seguro estar perto que alguém com mascara, não é por ter que está doente, mas sim está-se a proteger a si e aos outros.

A viagem de regresso a casa foi de igual forma de máscara, tentando sempre mantar um distanciamento, pelo menos o possível.

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